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Blog da Caru
 


Até tu MASP ?


“Eletropaulo corta energia elétrica do MASP: dívida de R$ 3,47 milhões
acumulada em 7 anos, “gato” e quebra de acordos levaram à interrupção”.

Quando abri o jornal esta manhã de quarta-feira e me deparei com essa
manchete, uma sensação de profunda tristeza tomou conta dos meus
pensamentos. Sou um paulistano que até muito pouco tempo atrás era vizinho do
MASP e tinha o museu como símbolo de minha cidade. E vejo que o museu e
minha cidade estão em franca decadência.

Como um museu que tem o maior acervo de arte moderna da América Latina
pode ter sua energia cortada? Vou arriscar uma resposta: má
administração. É isso que vem acontecendo com tudo que é público ou do interesse
do público em nossa cidade. Não adianta termos viradas culturais e leis
de fomento, entre tantas outras iniciativas que têm como objetivo
incentivar a nossa cultura se o nosso patrimônio está jogado às traças. A
culpa pela falta de energia do Masp não é do governo, e sim de seu
diretor, o senhor Julio Neves, que, em vez de gastar toda a sua energia em
prol do museu que comanda, fica desperdiçando-a em um mirante high-tech,
que, segundo ele, salvaria o MASP.

É aí que está o problema: o futuro. Só se pensa no futuro e, quando se
chega lá, só se pensa no futuro de novo, e o presente, que é o que
interessa, nunca acontece. O MASP, na minha opinião, além de ter o maior
vão livre do mundo, tem também a maior capacidade do mundo em manter
espaços ociosos.

Um museu não pode ser só um museu, principalmente no Brasil, onde não
há costume de se ir regularmente a um museu. Você tem que criar
atrativos para conquistar o público. Isso até o seu José, dono do boteco aqui
da frente, sabe.

Você sabia que o MASP tem um auditório com capacidade para mais de 300
pessoas projetado por Lina Bo Bardi? Você sabe o que acontece lá? Às
segundas-feiras, um projeto de leituras dramáticas, que atrai no máximo
50 pessoas por apresentação, e olha que estou sendo generoso. O projeto
é ótimo, mas ninguém sabe que existe. Você sabia que o MASP tem um
restaurante super transado com uma vista linda e que só funciona na hora do
almoço? Por que não abri-lo para o jantar e atrair mais pessoas? Você
sabia que o MASP tem um espaço espetacular para eventos? Por que não
explorá-lo?
Você sabia que a bilheteria do MASP fecha às 17h? Por que não estender
o horário e convidar os motoristas, que perdem horas no trânsito, a
ganhar horas de conhecimento e entretenimento? Sem falar de exposições.
Qual foi a última grande exposição que o MASP trouxe para São Paulo, você
se lembra? Nem eu.

Em vez de gastar os R$ 8,4 milhões (dinheiro da operadora VIVO) na
compra do prédio ao lado do museu para construção da torre, por que o Sr.
Julio Neves não pegou esse dinheiro e investiu no museu, que poderia se
chamar museu VIVO DE SÃO PAULO, como vem acontecendo em cinemas,
teatros e salas de espetáculos?

Esse é o mal que está acabando com o nosso país, pessoas descapacitadas
na administração.
É triste e real.

Esse texto foi enviado e escrito por um amigo.É realmente uma vergonha, um absurdo

Escrito por Caru às 10h44
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Esse realmente é um fracasso!!!


1) Entre em
www.google.com.br


2) Escreva "failure", sem as aspas (fracasso em ingles)


3) Em vez de clicar em "Pesquisa Google" clique em "Estou com sorte"


4) Tire suas conclusões... e espalhe por ai antes que o Google se de  conta.


Recebi de um amigo por email...façam só pra dar risada..ou chorar!!!

Escrito por Caru às 22h13
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Muito bom!!!

"Foda-se"

por Millôr Fernandes

O nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional a quantidade de "foda-se!" que ela fala. Existe algo mais libertário do que o conceito do "foda-se!"?

O "foda-se!" aumenta minha auto-estima, me torna uma pessoa melhor. Reorganiza as coisas. Me liberta. Não quer sair comigo? Então foda-se!". "Vai querer decidir essa merda sozinho(a) mesmo? Então foda-se!"

O direito ao "foda-se!" deveria estar assegurado na Constituição Federal. Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para prover nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade nossos mais fortes e genuínos sentimentos.

É o povo fazendo sua língua. Como o Latim Vulgar, será esse Português Vulgar que vingará plenamente um dia.

"Pra caralho", por exemplo. Qual expressão traduz melhor a idéia de muita quantidade do que "pra caralho"? "Pra caralho" tende ao infinito, é quase uma expressão matemática.

A Via-Láctea tem estrelas pra caralho, o Sol é quente pra caralho, o universo é antigo pra caralho, eu gosto de cerveja pra caralho, entende?

No gênero do "Pra caralho", mas, no caso, expressando a mais absoluta negação, está o famoso "Nem fodendo!" O "Não, não e não!" e tampouco é nada eficaz e já sem nenhuma credibilidade "Não, absolutamente não!" o substituem.

O "Nem fodendo!" é irretorquível, e liquida o assunto. Te libera, com a consciência tranqüila, para outras atividades de maior interesse em sua vida.
Aquele filho pentelho de 17 anos te atormenta pedindo o carro pra ir surfar no litoral? Não perca tempo nem paciência. Solte logo um definitivo: "Marquinhos, presta atenção, filho querido, NEM FODENDO!".

O impertinente se manca na hora e vai pro Shopping se encontrar com a turma numa boa e você fecha os olhos e volta a curtir o CD do Lupicínio. Por sua vez, o "porra nenhuma!" atendeu tão plenamente as situações onde nosso ego exigia não só a definição de uma negação, mas também o justo escárnio contra descarados blefes, que hoje é totalmente impossível imaginar que possamos viver sem ele em nosso cotidiano profissional.

Como comentar a gravata daquele chefe idiota senão com um "é PHD porra nenhuma!" ou "ele redigiu aquele relatório sozinho porra nenhuma!". O "porra nenhuma", como vocês podem ver, nos provê sensações de incrível bem estar interior. É como se estivéssemos fazendo a tardia e justa denúncia pública de um canalha. São dessa mesma gênese os clássicos "aspone", chepone", "repone" e mais recentemente o "prepone" - presidente de porra nenhuma.

Há outros palavrões igualmente clássicos. Pense na sonoridade de um "Puta que pariu!", ou seu correlato "Pu-ta-que-o-pa-riu!!!", falados assim, cadenciadamente, sílaba por sílaba. Diante de uma notícia irritante qualquer um "puta-que-o-pariu!" dito assim te coloca outra vez em seu eixo.

Seus neurônios têm o devido tempo e clima para se reorganizar e sacar a atitude que lhe permitirá dar um merecido troco ou o safar de maiores dores de cabeça.

E o que dizer de nosso famoso "vai tomar no cu!"? E sua maravilhosa e reforçadora derivação "vai tomar no olho do seu cu!". Você já imaginou o bem que alguém faz a si próprio e aos seus quando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta: Chega! Vai tomar no olho do seu cu!". Pronto, você retomou as rédeas de sua vida, sua auto-estima. Desabotoa a camisa e saia à rua, vento batendo na face, olhar firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado amor íntimo nos lábios.

E seria tremendamente injusto não registrar aqui a expressão de maior poder de definição do Português Vulgar: "Fodeu!". E sua derivação mais avassaladora ainda: "Fodeu de vez!".

Você conhece definição mais exata, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação?

Expressão inclusive, que uma vez proferida insere seu autor em todo um providencial contexto interior de lerta e auto-defesa. Algo assim como quando você está dirigindo bêbado, sem documentos do carro e sem carteira de habilitação e ouve uma sirene de polícia atrás de você mandando você parar: O que você fala? "Fodeu de vez!".

Liberdade,
Igualdade,
Fraternidade e

FODA-SE!!!


Millor é muito bom!Sempre

Escrito por Caru às 21h05
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Hoje me deu uma vontade de criar um blog!Tenho um pouco de preguiça dessas coisas..mas vou tentar.
Não sei pra que exatamente, vontade de falar sobre várias coisas, dividir algumas..não sei ao certo.
Vamos ver no que dá!

Escrito por Caru às 21h03
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